Fábrica clandestina de álcool gel é fechada em Marataízes

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Um laboratório clandestino foi fechado em Marataízes, no litoral sul do Estado, onde havia fabricação de álcool gel sem nenhum controle sanitário. A operação Policial ocorreu na quinta-feira (19/03/2020).

Dois policiais estiveram em uma drogaria do município e notaram que, entre os itens comercializados no local, havia frascos plásticos sem nenhum rótulo ou descrição do conteúdo, e outros com rótulos suspeitos. Ao questionarem sobre o conteúdo dos potes, foram informados que tratava-se de álcool em gel.

Inquérito Policial

“Nós instauramos um Inquérito Policial e solicitamos um mandado de busca e apreensão, que foi expedido pela justiça e cumprido na data de ontem. Fomos até a drogaria, onde apreendemos os frascos que foram vistos pelos policiais na véspera, e também fomos até o local onde o produto era fabricado, e encontramos maquinário e material para a produção de álcool em gel”, explicou o titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, delegado Renato Barcellos.

De acordo com a Polícia Civil, as buscas foram realizadas com o apoio de uma equipe da vigilância sanitária do município. A fábrica funcionava em um edifício de três andares, com muros altos, sem nenhuma identificação, e não possuía autorização da vigilância sanitária.

Produtos químicos eram armazenados de forma improvisada e os equipamentos não apresentavam condições mínimas de higiene.

Nas buscas, os policiais constataram que o rótulo usado em parte das embalagens trazia dados de uma fábrica registrada no Rio de Janeiro, com atividades suspensas desde 2018.

A pessoa responsável pela fabricação e venda do produto no Espírito Santo, era o dono da fábrica fluminense e usava o CNPJ da empresa de forma irregular.

“Ele alegou que viu pela TV que o governo iria autorizar novas empresas a fabricar álcool em gel, e decidiu se antecipar, retomando a atividade que desempenhava no Rio de Janeiro. No entanto, ele estava ciente de que a atividade era irregular, alegando, inclusive, que iria regularizar a fábrica em breve”, relatou o delegado.

Busca e apreensão

Ao todo, 97 frascos contendo o gel foram apreendidos. O material será encaminhado para a perícia, que vai determinar exatamente que tipo de produto era comercializado. A fábrica clandestina foi interditada pela vigilância sanitária, mas a drogaria foi autorizada a manter as atividades.

O responsável foi autuado em flagrante por fabricar e expor à venda produto para fim terapêutico sem registro no órgão de vigilância sanitária, e encaminhado ao Centro de Detenção Provisória de Marataízes. O inquérito segue em andamento e, após a conclusão da perícia, ele poderá responder por outros crimes.

Cuidados na hora da compra

A orientação do delegado para casos como este é que a população jamais compre produtos sem rótulo ou descrição, e sempre verifique a procedência do material, que deve estar explícita na embalagem.

Em caso de dúvidas, os órgãos de vigilância sanitária devem ser acionados e, se for constatado alguma adulteração ou comércio ilegal, a Polícia Civil deve ser acionada.

Fonte: folhavitoria