Deputado quer saber o tamanho da sonegação de grandes empresas no Estado

Através da CPI da Sonegação de Tributos, o seu presidente, deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), anunciou da tribuna da Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (5) que pediu à Secretaria de Estado da Fazenda informações detalhadas sobre quanto arrecadaram e quanto deixaram de arrecadar aos cofres públicos as empresas Petrobras, Vale e Arcellor Mittal (antiga CST).

“Temos centrado nossa atenção em monitorar atos lesivos ao erário estadual e vamos prosseguir nesse caminho. Queremos saber o tamanho desse rombo e também detalhes do sistema de tributação das farmácias das grandes redes que estão invadindo o Estado e quebrando os estabelecimentos locais e até mesmo as redes capixabas tradicionais, que operavam há anos no Espírito Santo”, disse o parlamentar.

Enivaldo salientou ter informações de que as grandes redes estão praticando concorrência predatória para acabar com as farmácias locais e estabelecer monopólio na comercialização de remédios, além de inflacionarem o mercado de alugueis.

“Elas chegam comprando os pontos e oferecendo o dobro do mercado somente para acabar com as farmácias locais”, disse Enivaldo. “Tenho informações de que elas estão usando o Espírito Santo como ponte para a compra de remédios, usando benefícios fiscais, e esses remédios nem passam por aqui”.

O pronunciamento de Enivaldo mereceu intervenções de dois deputados-médicos, Doutor Hérculos e Rafael Favatto, que confirmaram a preocupação do segmento. Favatto foi além e informaou a Enivaldo que, na legislatura que se encerrou em 2010 houve uma CPI de Roubo de Cargas na Assembleia e se constatou que lotes de remédios roubados em rodovias do Nordeste são vendidos por farmácias dessas redes no Espírito Santo.

“O que queremos saber é porque a fiscalização do Espírito Santo não está indo atrás desses grandes sonegadores”, arrematou Enivaldo dos Anjos.