Católicos e evangélicos se unem em defesa de sino de Guarapari onde padre foi processado

Católicos e evangélicos se uniram para defender o toque do sino da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Guarapari. O padre Diego Carvalho, responsável pela igreja, é alvo de um processo judicial movido por um vizinho da paróquia que se incomodou com o som dos sinos.

Dezenas de pessoas são esperadas para participar de uma manifestação simbólica na praça em frente a Igreja Matriz. De acordo com informações passadas para a secretaria da igreja, o ato deve ocorrer por volta das 17h30 desta quinta-feira (18). Logo após, será celebrada uma missa.

A manifestação é organizada por fiéis que ficaram incomodados com a situação e se solidarizaram com o processo. No último domingo (14), o padre Diego fez um desabado sobre o processo que é alvo em uma rede social.

“Eu estou sendo processado por uma coisa que, para mim, não precisava nem ser discutida. Eu estou sendo processado por causa do sino da igreja, porque está incomodando. Sinceramente, estamos vivendo em uma sociedade complicada. Há dois mil anos os sinos tocam. Vou em várias cidades do mundo inteiro e sempre ouvi sinos de igreja tocando”, desabafou.

O padre destacou que os sinos tocam às 06h, 09h, 12h, 15h e 18h. Os horários correspondem as horas canônicas, conforme a história da Igreja Católica. A tradição é mantida em igrejas de inúmeras cidades do mundo.

Após o desabafo, outros religiosos também se manifestaram e se solidarizaram com a situação. Por meio de uma rede social, o pastor Antônio Silva, da Igreja Batista de Meaípe, lembrou que do direito à liberdade religiosa e convidou outros fiéis a participarem de uma campanha nas redes sociais.

“Quero convocar os nossos chamados irmãos em Cristo Jesus para a #OSinoNãoPodeParar. Hoje eles querem parar o sino, amanhã pode ser desejo deles parar as nossas celebrações, ainda que nossa Constituição diga que temos direito a nossa liberdade religiosa. O que é um sino? Nada mais que um símbolo importante para nossos queridos irmãos católicos”, disse.

A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição destacou que o ato previsto para esta quinta-feira não é organizado pela instituição, mas por pessoas que ficaram incomodados com a situação.