O escritor Maciel de Aguiar, autor de uma biografia sobre Pelé, traduzida em vários idiomas, enviou mensagem ao prefeito Enivaldo dos Anjos, de Barra de São Francisco, elogiando a iniciativa de batizar com o nome de “Clube Rei Pelé” a área de lazer adquirida pela municipalidade para atividades de servidores e de munícipes na cidade da região Noroeste do Estado.
“Caro Enivaldo dos Anjos.
Parabéns pelo selo da Prefeitura de Barra de São Francisco em homenagem ao REI PELÉ.
No país, poucos administradores tiveram essa atitude e Pelé foi o maior divulgador do Brasil.
A CBF nunca comprou um livro sobre Pelé, publicado em 10 idiomas, que poderia ser distribuído para visitantes e personalidades.
Marcus Vicente, mesmo quando assumiu a presidência da Confederação Brasileira de Futebol, por algumas semanas, prometeu comprar mas não comprou. Depois, só enrolou e até hoje enrola.
Beckenbauer, quando estava no Comitê da Copa da Alemanha, comprou 3 mil livros em alemão.
Michel Platini, quando foi presidente da Federação Francesa, comprou 2 mil livros em francês.
A Federação Inglesa comprou 1 mil livros em inglês.
No Brasil, muitos tinham inveja de Pelé.
Abs.
Maciel de Aguiar”
De acordo com o escritor, as livrarias da Argentina, Uruguai, Chile e México vendem mais os seus livros sobre Pelé do que as livrarias no Brasil.
Para Maciel, “no Brasil, Pelé foi vítima de racismo, inveja e até da corrupção. Em nosso País, muitos queriam que Pelé fosse um filósofo ou um sociólogo, mas Pelé nasceu para jogar bola. Por conta disso, condenaram Pelé por crime de opinião e ou atitudes fora dos campos de futebol”.
O autor ataca a CBF: “É uma das nossas instituições mais corruptas e, se desse propina, eu venderia milhares de livros para a entidade”.
Reclama também da falta de valorização de escritores capixabas no seu próprio Estado: “O governo não valoriza quem tem talento”.
Maciel escreveu obras importantes também sobre Oscar Niemeyer, Ayrton Senna, Pelé e até sobre os capixabas Roberto Carlos e Rubem Braga, “mas não tenho os meus livros nas bibliotecas das escolas públicas”. (Da Redação)






























