Advogado vai acionar judicialmente possíveis agressões e maus tratos por parte de funcionário do posto de saúde de Vila Verde de Pancas

Valmir alega que sofreu agressões na unidade de saúde

O lavrador Valmir Diniz Ribeiro, que é dependente alcóolico, recentemente teve uma crise epilética devido ao consumo excessivo de álcool e quebrou o dedo do pé, com isso, ele solicitou um exame junto a unidade de saúde do distrito de Vila Verde, interior do município de Pancas, nisso ele obteve um encaminhamento da unidade para o hospital de Pancas para fazer o raio x do dedo.

Sendo assim, o primo de Valmir e coordenador do posto de saúde de Vila Verde, Cleber Diniz Ribeiro, o comunicou que o carro da saúde estaria agendado na última quarta-feira 10/08, comunicado esse realizado dias antes. Com isso, na referida quarta-feira, o advogado Luiz Diniz, disse que seu tio e seu irmão saíram de sua residência as 05 da manhã para pegar o carro em Vila Verde.

Chegando em Vila Verde, o advogado de Valmir disse que Valmir foi surpreendido, pois não tinha carro agendado, e para não ficar numa saia justa, o coordenador do posto de saúde colocou o tio do advogado numa van que leva funcionários da prefeitura de Vila Verde ao município de Pancas, carro esse que só voltava ás 17 horas.

Sendo assim, chegando em Pancas, o tio do advogado teve que saltar da van na praça de Pancas e ir mancando até o hospital para fazer o raio-x. O raio x foi realizado e Valmir e seu irmão foram liberados do hospital as 08 da manhã.

Em seguida, como não tinha nenhum carro da saúde para retornar com eles de volta para Vila Verde, eles foram a pé do hospital de Pancas até a rodoviária da cidade para pegar o ônibus que voltava pra Vila Verde as 13 horas. Ou seja, foram liberados do hospital e ficaram mais de 5 horas esperando na rodoviária de Pancas o primeiro ônibus, para assim conseguirem voltar para casa.

Chateado com a situação, chegando em Vila Verde as 14 horas, os tios do advogado foram diretos para unidade de saúde reclamar da possível irresponsabilidade do Coordenador do Posto que o deixou completamente desamparado no trajeto de volta, bem como de ida também, pois eles foram de carona no carro dos funcionários da prefeitura de Pancas.

Daí, iniciou uma confusão dentro da unidade de saúde com trocas de insultos e o coordenador da unidade foi empurrando Valmir para fora da unidade de saúde e lhe deu um soco no rosto, chegando o paciente com dedo do pé quebrado a cair no chão dentro da unidade de saúde e na frente de pacientes e funcionários do posto.

De acordo com o advogado de Valmir, o coordenador agiu com abuso de autoridade, pois no máximo era para ele ter chamado a polícia ou ter ligado para algum outro familiar da vítima para tentar resolver a situação. Se Valmir não tivesse ido para rodoviária pegar o ônibus, que só saiu as 13 horas eles só iam ir embora de Pancas a partir das 17 horas, e novamente de carona no carro de funcionários da prefeitura.

No dia seguinte Valmir fez o Boletim de Ocorrência Policial (B.O) e o exame de corpo de delito em Pancas. “Estamos entrando com um processo pelo crime de agressão na vara criminal de Pancas, um processo administrativo disciplinar, para rever o cargo do coordenador na prefeitura de Pancas, e um processo por danos morais contra o município, pedindo RS 200 mil reais a título de danos morais para nosso cliente”, disse o advogado Luiz Diniz.