Operação da PF investiga suspeita de fraudes no aluguel de ambulâncias em prefeituras do ES

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Operação da PF investiga fraudes no aluguel de ambulâncias em prefeituras do ES — Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (30) a Operação Resgate, com o objetivo de aprofundar investigações sobre empresários suspeitos de fraudar contratos de aluguel de ambulâncias com recursos do combate ao coronavírus em Aracruz e São Mateus, no Espírito Santo.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em residências e empresas em Colatina, Guarapari, São Mateus, Aracruz e Vitória. Houve buscas e apreensões nas prefeituras de São Mateus e de Aracruz.

A PF não divulgou os nomes dos empresários investigados.

Segundo a PF, durante as investigações foram apurados indícios de que havia uma combinação prévia dos preços que seriam apresentados pelas empresas que participavam das concorrências públicas, além do fornecimento de equipamentos inferiores aos estabelecidos.

Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (30) a Operação Resgate — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Ainda de acordo com a PF, empresas investigadas que apareciam como concorrentes nos certames, na realidade pertencem ao mesmo grupo familiar e outras eram controladas por “laranjas”, participando dos processos apenas para conferir um aspecto de legalidade às contratações.

A PF informou também que alguns dos contratos investigados foram celebrados após o início da pandemia da Covid-19, o que levou à flexibilização das compras pelo poder público, com a contratação de serviços por dispensa de licitação.

Segundo a PF, a participação de servidores públicos e a ocorrência de fraudes em outros municípios ainda está sendo apurada.

A PF divulgou que os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitações públicas e organização criminosa.

A reportagem tenta contato com as prefeituras de São Mateus e Aracruz.

Durante as investigações foram apurados indícios de que havia uma combinação prévia dos preços que seriam apresentados pelas empresas — Foto: Divulgação/Polícia Federal

Informações: G1