Obras do novo estádio do Guarapari Futebol Clube estão paralisadas. Quais são os motivos?

571

 

Construção do novo estádio do Guarapari

Recentemente o site vitória divulgou uma matéria a respeito do Guaraparí Futebol Clube, que tantas glórias deu a torcida que leva o nome da cidade. O site gostaria de saber por onde andam os ex-jogadores do Guaraparí, sua diretoria da época e a atual, e como anda o clube nos dias atuais.

Pois bem, nesta sexta feira, 01/05/2020, nossa equipe de reportagem esteve no local onde foram iniciadas as obras no novo estádio, que fica às margens do contorno da rodovia do Sol, no bairro Jabaraí. A área  do novo estádio fica a aproximadamente 10 quilômetros do centro da cidade, nas proximidades de Setiba.

O novo local é uma área grande, inclusive tem um campo de treinamentos, que possivelmente deverá ser utilizada pelas equipes da base do clube, ou society.

No local há uma placa já praticamente invisível devido a ação do tempo onde fala sobe a autorização para o início das obras e valores. O Novo estádio não tem iluminação e os jogos só poderão serem realizados ao dia.

A obra foi autoriza pela prefeitura em setembro de 2013, porém não foi finalizada.

No local há uma grande área que servirá para estacionamento de veículos em dias de jogos e realização de eventos e torneios esportivos.

Nossa equipe não teve acesso interno ao campo, pois não tinha ninguém no local.

As instruturas feitas até o momento parecem seguras, inclusive de um canto ao outro já existe a base para construção da arquibancada. O muro construído é seguro e alto. Para chegar ao estádio há uma estrada de terra de uns 10 metros desnivelado que precisa de pelo menos aterro, pois em períodos de chuvas podem causar represamento de água.

O local está com aspecto de abandono, porém nesta semana foi iniciada a limpeza ao redor do muro.

Nossa equipe de repórteres vai tentar contato com o presidente do clube e seus diretores para saber como anda a situação do Guarapari, os motivos do time não estar em atividade e se há interesse da volta do clube a elite do futebol capixaba.

Nossa equipe  quer saber ainda, se o clube tem dinheiro em caixa, se há prestação de contas e se há eleições em ata e se o clube procura ou não eleger presidentes dentro do que a legislação exige.

Este conteúdo acima é de autoria do www.sitevitoria.com.br

Contato; (27) 99736.0150 (Waguinho Bourguignon)

Conheçam a história do Guarapari Futebol Clube com fotos do time no passado do estádio antigo e da torcida 

Guarapari Esporte Clube, fundado em 12 de junho de 1930 na cidade saúde, o Guarapari viveu seu auge na década de 80, onde conquistou um título em 1987, além de 3 vice-campeonatos, 1982, 1986 e 1990.

O tricolor mandava seus jogos no Davino Matos, onde era muito forte, era uma guerra derrotar o tricolor em casa mesmo nas campanhas não muito boas.

A primeira aparição do Guarapari na Série A ocorreu em 1976, 4 de abril em Linhares marcou a sua partida inaugural, e começou com triunfo por 3×2 sobre o Industrial dono da casa.

Na partida seguinte a primeira em casa, um encontro que se tornou muito cercado de rivalidade, Guarapari e Desportiva, placar de 2×0 para o time grená, dali em diante os jogos entre tricolores e grenás seriam sempre tensos.

No decorrer do estadual o Guarapari acabou de fora do torneio dos vencedores que era disputado pelos melhores colocados, restou o torneio dos perdedores, e lá foi com rendimento muito fraco, a vitória da estreia foi a única registrada.

Em 1977 foi outro Guarapari, a equipe fez campanha muito boa brigando pelas vagas no topo da tabela, depois do 0x0 decepcionante com III de maio veio uma bela vitória 4×1 sobre Santos de Barra de São Francisco e depois 2×0 sobre Ceunes, nas 8 rodadas seguintes o tricolor venceu o Industrial 1×0, Leão de São Marcos 2×0 e 1×0 no Caxias, vitórias que classificaram a equipe para a 2ª fase pela primeira vez.

Mas na fase com as 8 melhores equipes o Guarapari começou com uma sequência muito complicada, segurou 0x0 com Desportiva e Rio Branco, 1×1 com Estrela do Norte, venceu Veneciano por 1×0, mas acabou sofrendo 5×1 do Santo Antônio, conseguiu bela recuperação ao derrotar o Vitória por 1×0, mas a campanha precisava melhorar para a equipe brigar por vaga no Quadrangular Final.

No returno os três empates em 0x0 atrapalharam bastante na soma geral, o Guarapari chegava nas duas últimas rodadas com apenas a vitória sobre o Veneciano 1×0, tinha que vencer Vitória e São Mateus de qualquer jeito. Contra o Vitória fez sua parte e venceu por 1×0, agora era vencer o São Mateus e torcer contra o Rio Branco e Estrela concorrentes diretos.

O Guarapari começou arrasador abrindo 3×0 em apenas 21 minutos de jogo, Fernando aos 7, Mateus aos 19 e Lulinha aos 21 botaram fogo no campeonato. Porém o Estrela do Norte abria 2×0 sobre Veneciano com 31 minutos de jogo e como seu saldo era maior restava ao Tricolor secar o Rio Branco contra a Desportiva, mas o Guarapari viu sua partida ser interrompida pelo árbitro Carlos Valente logo que marcou o 3º gol pois o São Mateus que entrou com apenas 9 jogadores em campo teve 3 jogadores lesionados não retornando mais ao gramado ficando com menos que 7 jogadores número mínimo para seguir uma partida, a vitória estava garantida agora era secar o Rio Branco, mas aos 25 minutos do 1º tempo fez 1×0 na Desportiva resultado que foi até o fim assim eliminando o Guarapari, sua torcida ficou irada com a Desportiva que segundo eles facilitou a partida por já estar classificada.

Em 78 de alegria mesmo só 1×0 no Estrela do Norte e Ordem e Progresso, e 2×1 no Rio Branco e São Mateus e os 3×2 no Santo Antônio equipe que junto com a Desportivas eram os adversários mais complicados para o “Guarapari”.

Em 1979 o Guarapari não disputou o estadual retornando em 1980, mas tanto em 1980 quanto em 1981 as campanhas foram fracas sem brigar por vagas nas fases finais.

Foi em 1982 que o Guarapari entrou com tudo, a equipe demorou para vencer, 5 rodadas até o 1×0 sobre o Ordem e Progresso, depois disso uma série de 8 partidas sem derrota, o recorde da equipe na Série A até então, nesta série uma partida o Guarapari aprontou, em 8 de setembro enfrentou o Vitória que abriu os portões do seu estádio Salvador Costa devido o aniversário da capital Vitória, e os visitantes acabaram vencendo por 2×0, e no returno ainda aplicaram 3×0 sobre o Vitória. Cada turno ocorria uma final e neste turno o Guarapari encarou o Rio Branco na final, sofreu duas derrotas por 1×0 perdendo a chance de classificar antecipadamente para a fase final.

Mas na classificação geral conquistou esta tão esperada vaga. No Quadrangular Final começou exorcizando um fantasma ao derrotar a Desportiva por 4×2 em casa, mas perdeu outra vez para o Rio Branco, era a 7ª partida neste estadual com 3 derrotas e 4 empates, venceu Colatina por 1×0 fechando o turno.

No returno para alegria de sua torcida derrotou a Desportiva novamente agora por 2×1, mas a rodada seguinte valia muito pois o Rio Branco com 10 pontos jogava pelo empate para ser campeã antecipado pois Guarapari tinha 6 e só a vitória impediria este título. Adelaildo aos 8 minutos de jogo fez 1×0 Guarapari, mas aos 2 do 2º tempo Vicente igualou tudo e assim foi até o fim em 1×1, restava ao Guarapari o vice-campeonato mesmo perdendo por 2×1 para o Colatina fechou com 7 pontos contra 5 do adversário em sua melhor campanha até este ano de 82.

Em 1983 o Guarapa entrou como um dos favoritos, mas sofreu 4×0 da Desportiva na estreia em plena Davino Matos, e não foi mais a equipe de 82, os resultados não vinham, e mais uma vez parava no Rio Branco, que em 4 partidas venceu duas 2×0 e 3×0 e empatou outras duas.

O Guarapari está marcado para sempre na história do Kleber Andrade já que participou da inauguração do estádio em 7 de setembro de 1983, na partida Rio Branco 3×2 Guarapari.

Hoje o estádio já não pertence ao Rio Branco pois vendeu o estádio para pagamentos de dívidas trabalhistas, se tornou Estádio Estadual Kleber Andrade.

Em 1983 o Guarapari disputou o Campeonato Brasileiro Série B. A campanha não empolgou foi o 38º entre 48 participantes, mesmo assim ficou na frente de América/MG, Volta Redonda/RJ, CRB/AL e Criciúma/SC.

A chave do Guarapari foi pesada, Vitória/BA, Bangu/RJ, Americano/RJ, além do Fluminense/BA e Guará/DF, era turno único e tiro curto só 1º e 2º de cada chave avançavam. A estreia foi com sonoro 5×0 sofrido para o Bangu em Moça Bonita, o que deixava um péssimo saldo, estreando em casa vitória por 2×0 sobre o Fluminense de Feira de Santana deixou uma boa impressão.

Na rodada seguinte viajou até Distrito Federal e acabou com derrota por 2×1 para o Guará, em outra partida fora, agora na Bahia derrota por 3×1 para o Vitória, a tabela foi bem ingrata para o time capixaba que já chegava sem chances de classificação na rodada final jogando 3 fora e duas em casa, mesmo assim venceu o Americano de Campos por 2×1 no Davino Matos encerrando sua participação em sua primeira competição nacional.

Em 1984 e 1985 nada demais em suas participações.

Já em 1986 o Guarapari teve outro ótimo desempenho. Encerrou o 1º turno em 4º não empolgando sua torcida, a não ser nos 3×0 sobre o Ordem e Progresso. Mas no 2º turno a torcida teve uma grata surpresa, ninguém parou o tricolor que venceu Rio Branco por 2×0, Ibiraçu por 2×1, Colatina por 3×1 e grande 4×0 sobre Vitória em pleno Salvador.

Somados aos 3 empates o Guarapari encarou a Desportiva na final deste turno e com a vitória por 1×0 conquistou a fase e o direito de ir ao Quadrangular Final com 1 ponto de bonificação.

Mas esta partida teve um registro trágico que pode ser lido no recorte de jornal abaixo. Enéas craque consagrado no futebol fazia sua estréia justamente nesta partida, era um péssimo cartão de visitas ao jogador acostumado com os maiores estádios do país.

No Quadrangular o Guarapari perdeu para o Rio Branco que a esta altura também era tão odiado pelos seus torcedores quanto a Desportiva, em 2 de maio poucos dias após a batalha do Davino Matos como ficou conhecida aquela partida em que o muro caiu, Guarapari e Desportiva voltam a se enfrentar, desta vez no Engenheiro Araripe, e a recepção por parte dos grenás foi “calorosa”, apedrejaram ônibus com torcedores do Guarapari.

Dentro de campo nada de gols e o 0x0 foi pior para o Guarapari que ficava com seus 2 pontos contra 4 da Desportiva e do Rio Branco. Fechando o turno o Guarapari fez 1×0 no Estrela do Norte mas não viu a diferença para a Desportiva diminuir pois o rival aplicou sonoros 3×0 no Rio Branco, na rodada seguinte o mesmo Rio Branco se viu fora da briga pelo título ao perder para o Guarapari por 1×0, mas a Desportiva venceu o Estrela e ainda manteve a diferença na liderança.

Mas a liderança caiu, pois, o Guarapari dentro de sua casa venceu os grenás por 2×1 na primeira partida no Davino após a queda do muro, de quebra evitando o título antecipado do adversário.

Agora o Guarapari chegava aos mesmos 8 pontos da Desportiva e encarava o Estrela do Norte fora de casa, a Desportiva tinha o clássico contra o Rio Branco em casa.

O Guarapari precisava vencer e contar com pelo menos empate da Desportiva, porém mesmo com a tentativa do Rio Branco de estragar a festa do maior rival o Guarapari não fez sua parte, empatou em 2×2 com Estrele a ainda viu a Desportiva vencer o Rio Branco por 2×1 em levantar o troféu de 1986, outra vez o Guarapari batia na trave

Em 1987 a campanha do 1º turno não foi nada empolgante, apenas o Rio Branco foi derrotado pelo Guarapari por 2×1, nas outras 6 partidas foram 5 empates e 1 derrota. Mesmo assim a equipe foi para o quadrangular final da 1ª fase e lá o desempenho foi total fiasco, 3 empates seguidos, depois 3 derrotas seguidas.

Campanha de seu título estadual

1ª fase

Desportiva 1×1 Guarapari

Guarapari 2×1 Rio Branco

Estrela do Norte 1×0 Guarapari

Ordem e Progresso 1×1 Guarapari

Guarapari 1×1 Vitória

Guarapari 0x0 Ibiraçu

Colatina 2×2 Guarapari

Quadrangular Decisivo do Primeiro Turno

Desportiva 0x0 Guarapari

Guarapari 0x0 Estrela do Norte

Ibiraçu 1×1 Guarapari

Guarapari 1×3 Desportiva

Estrela do Norte 1×0 Guarapari

Guarapari 1×2 Ibiraçu Desportiva 0x0 Estrela do Norte.

O segundo turno o Guarapari desencantou, venceu Estrela do Norte 3×0, Ordem e Progresso 1×0 e Colatina 2×0, de quebra empatou 5 partidas chegando aio Quadrangular do turno invicto.

Mas logo na primeira rodada do Quadrangular a primeira derrota 2×1 para Estrela do Norte, e mais uma vez a equipe empatava demais, foram 4, e para piorar perdeu outra para o Estrela do Norte fechando a fase sem vitórias. Mas por sorte da equipe acabou conquistando a classificação pelo índice técnico na somatória geral.

Segundo Turno

Guarapari 0x0 Desportiva

Rio Branco 1×1 Guarapari

Guarapari 3×0 Estrela do Norte

Guarapari 1×0 Ordem e Progresso

Vitória 0x0 Guarapari

Ibiraçu 1×1 Desportiva

Ibiraçu 0x0 Guarapari

Guarapari 2×0 Colatina

Quadrangular Decisivo do Segundo Turno

Estrela do Norte 2×1 Guarapari

Guarapari 0x0 Desportiva

Guarapari 1×1 Ibiraçu

Guarapari 0x1 Estrela do Norte

Desportiva 1×1 Guarapari

Ibiraçu 1×1 Guarapari

Agora era hora da verdade, campeão estadual seria conhecido entre o Guarapari, Ibiraçu, Desportiva e Estela do Norte.
Na 1ª rodada vitória fora de casa contra o Estrela por 1×0 dentro do Sumaré, enquanto isso Desportiva e Ibiraçu não saíram do 0x0.
2ª rodada enquanto Ibiraçu perdia em casa por 3×2 para o Estrela o Guarapari derrotava a Desportiva por 1×0.

3ª rodada Estrela 1×2 Desportiva e o Guarapari que nas fase anteriores sofria com problema crônico de empatar demais chegava a sua 3ª vitória seguida 2×0 no Ibiraçu em Ibiraçu.
4ª rodada o Guarapari perde a primeira nesta fase, 2×1 para o Estrela, a derrota só não foi pior pois Ibiraçu e Desportiva empataram em 1×1.

5ª rodada Guarapari se recupera da derrota em grande estilo 1×0 na Desportiva no Engenheiro Araripe, Estrela mostrando a boa fase derrota o Ibiraçu por 2×1.

6ª rodada chega então a hora da decisão, Guarapari chegava com 8 pontos, contra 7 do Estrela, que a exemplo da Desportiva entrou com 1 ponto extra, por conquistar um dos 2 turnos, a Desportiva chegava com 5 pontos e a exemplo do Ibiraçu com 2 não tinha mais chances de título.

O Guarapari como visto não precisava nem vencer caso Estrela não passasse pela Desportiva, e não venceu empatou em 1×1 com o Ibiraçu chegando aos 9 pontos, de quebra viu a Desportiva derrotar o Estrela no Araripe por 2×1  e graças a isso foi só festa em Guarapari, a cidade saúde agora também era campeã capixaba de futebol!!!
Para se ter idéia da importância e dificuldade deste título, desde 1948 quando o Cachoeiro derrotou a A.A Vale na final não se tinha um campeão diferente de Rio Branco, Desportiva, Vitória ou Santo Antônio.

Quadrangular Final

Estrela do Norte 0x1 Guarapari

Guarapari 1×0 Desportiva

Ibiraçu 0x2 Guarapari

Guarapari 1×2 Estrela do Norte

Desportiva 0x1 Guarapari

Guarapari 1×1 Ibiraçu

Jogo do título de 1987

Em 1988 o atual campeão foi uma grande decepção. A primeira fase era curta e não dava chances para tropeços, eram 2 grupos com 5 equipes jogando em turno e returno avançando os dois de cada chave, o início do Guarapari foi ótimo aplicando 3×0 no Estrela do Norte, mas depois disso a equipe travou.

Dois empates derrota para Rio Branco, empates com Estrela e Santo Antônio, a derrota por 2×1 para Ordem e Progresso grande freguês foi o fim da linha para o Guarapari que encerrou sua péssima participação no 1×1 com Rio Branco ainda na primeira fase.

Após 1989 a equipe não chegar ao Quadrangular Final, no ano seguinte conseguiu outro bom desempenho chegando ao Triangular Final contra Colatina e Desportiva.

Após ver o Colatina derrotar a Desportiva o Guarapari pressionado não saiu do 0x0 com a própria Desportiva, isso deixava o Colatina jogando pelo empate, ao Guarapari apenas a vitória interessava para conquistar o bicampeonato estadual.

Davino Matos com aproximadamente 3700 pessoas que botavam pressão em cima dos adversários, mas o Colatina não era qualquer adversário, o Colatina era uma equipe muito experiente, e entre os experientes um dos mais perigosos era Arildo ratão com seus 30 anos, e foi dele que saiu o primeiro gol da partida aos 31 minutos do 1º tempo, o Colatina controlava as ações mesmo fora de casa e com grande pressão dos torcedores rivais, o jogo estava em 1×0 Colatina até que aos 43 do 2º tempo em lance infeliz Cacau marca contra empatando tudo, agora o Guarapari precisava de mais um gol, o caldeirão do Davino Matos virou uma panela de pressão mas o Colatina segurou a barra e acabou mesmo levando o título com o empate. O Guarapari jamais chegaria tão perto do título novamente.

Em 1991 eram duas chaves com 9 equipes apenas duas avançavam. A equipe chegou a ficar 11 jogos invicta, destaque para os 3×0 sobre o Castelo, campanha esta que colocava o Guarapari na briga direta com Rio Pardo e Muniz Freire pelas semi finais. Mas de repente a equipe começou a desandar e depois da vitória sobre o Atlético de Jerônimo Monteiro não venceu mais, perdeu 4 das últimas 6 partidas, com isso viu a classificação ir embora terminando em 5º lugar 15 pontos, 8 atrás do Muniz Freire 2º colocado e classificado às semi finais.

1993 e 1994 o Guarapari disputou a Série B pela primeira vez, em 93 o Guarapari ficou apenas 1 ponto de classificar para as semifinais. Em 94 foi uma das Séries B mais inchadas do estado, foram 12 equipes divididas em duas chaves onde os dois melhores de cada chave avançavam as semi finais.

O Guarapari ficou na chave A ao lado de  Mimosense, Tupy, Cachoeiro, Gironda e Santa Maria, nas primeiras 9 rodadas o Guarapari venceu 3, empatou 5 perdeu apenas uma. A rodada decisiva colocava Cachoeiro 10 pontos contra Guarapari também com 10, Gironda com 9 contra 11 do Tupy e Santa Maria com 3 contra Mimosense com 10, ou, seja o Guarapari dependia de suas forças para avançar, e cumpriu muito bem o seu papel, mesmo fora de casa em confronto direto derrotou o Cachoeiro por 2×0 e avançou junto com Mimosense que aplicou 6×0 no Santa Maria, curioso é que o Tupy líder antes da rodada iniciar acabou eliminado pois empatou com Gironda em 1×1.

Nas semi finais o Guarapari encarou o Mateense de São Mateus pela vaga na final inédita, na partida de ida no Davino o tricolor de aço venceu por 1×0 e jogava pelo empate para chegar a final, mas na volta o Mateense foi superior e venceu por 2×0 deixando o Guarapari fora da final, mas pelo menos o tricolor voltaria a Série A no ano seguinte.

Em 1995 o retorno não teve nada para se comemorar pois o Guarapari acabou lanterna da sua chave rebaixado com apenas 3 vitórias em 16 partidas, venceu na 7ª rodada o Rio Branco de Venda Nova 2×1, na rodada seguinte venceu o Castelo 1×0, na 9ª rodada a vitória por 2×0 sobre o Muniz Freire em 23 de abril marcou a última vitória da equipe na Série A capixaba.

Em 20 de março na derrota por 3×0 para o Castelo marcou a última partida do Guarapari na 1ª divisão do futebol capixaba, desde então o tricolaço jamais conseguiu retornar.

Foram quase 10 anos fora do futebol profissional até o retorno na Série B de 2003, nesta competição o Guarapari começou o turno com desempenho mediano, terminou em 4º entre 6 equipes na chave com 7 pontos, 4 atrás da Desportiva líder, em 5 jogos venceu Santa Maria 4×2 e Jaguaré 2×0, mas perdeu por 2×1 para o Atlético Linharense e 3×2 para a Desportiva, empatou 0x0 com Vila Velhense.
No returno  a campanha foi praticamente a mesma, empatou novamente com Vila Velhense agora 2×2, perdeu outra vez para Atlético Linharense por 2×1, venceu Santa Maria por 2×0 e Jaguaré por 3×0, a diferença é que ficou no 1×1 com a Desportiva terminando com 8 pontos agora em 3º, 3 pontos atrás do líder Atlético Linharense, classificação conquistada na classificação geral ao terminar em 3º lugar.

Agora o Guarapari encarava a tradicional Desportiva(na época clube empresa Capixaba S/A) que disputava a Série B pela primeira vez, o retrospecto da 1ª fase era desfavorável pois foram dois jogos com uma derrota e um empate, na partida de ida empate em 1×1, agora a vaga seria mesmo decidida na volta, e lá a Desportiva manteve a fama de carrasco do tricolor de aço e com a vitória por 1×0 eliminou o Guarapari da competição tirando sua chance de retornar a Série A em 2004.

Em 2007 o Guarapari volta a Série B, mas a campanha foi muito tímida, venceu apenas o Unidos de Calçados na penúltima rodada, mas com o empate do Tupy em 2×2 com a Desportiva acabou eliminado pois mesmo vencendo ficaria com uma vitória a menos que o Tupy, esta vitória em 13 de maio foi a última do Guarapari em competição oficial até a data desta matéria, também foi sua última partida oficial no Davino Matos que foi vendido e demolido.

Uma semana mais tarde a derrota por 4×1 para a Desportiva marcou o afastamento do tricolor de aço de competições profissionais até então.

O Guarapari como todo clube passou por grande crise financeira e as dívidas engoliram a equipe que acabou vendendo sua casa o Davino Matos, com área de 12.600mt², que sempre foi alvo de imobiliárias por ficar no centro de Guarapari.

Em 2015 finalmente começa o sonho de ter uma nova casa, mas não foi nada fácil, até esta data ocorreram várias disputas na Justiça e acusações, o novo estádio em seu projeto prevê arquibancada para cerca de 3 mil pessoas e estacionamento para 600 veículos, além de campo de futebol society, quadra coberta, área de lazer e até piscina.

O local escolhido foi bairro Jabaraí, às margens do contorno da Rodovia do Sol. O local chegou a ser alvo de autuações da secretaria de meio ambiente, pois o campo fica próximo ao rio Perocão e na época da limpeza e terraplanagem do terreno, a vegetação das margens do rio foram suprimidas.

O clube teve que fazer o plantio de mudas de plantas nativas para que pudesse continuar com a obra. A venda do Davino se arrastou por vários anos. O processo da venda gerou muitas controvérsias, inclusive entre os membros do Guarapari, já que não houve consulta antes das negociações, que culminaram com um negócio de R$ 20 milhões entre o clube e a uma construtora em 2012.

Parte deste valor, segundo o tesoureiro do clube, Ademar Lauro de Andrade, foi pago na efetivação da transação, quando foi comprado um terreno para a construção da nova sede do clube, próximo ao bairro Jabaraí, pelo contorno da Rodovia do Sol.

As obras no local estão paradas. Ainda de acordo com o tesoureiro, o atual comprador não pagou todo o valor e por isso não poderia começar a demolir nada no estádio. Houve até acusações de fraldes nas prestações de contas que a diretoria apresentou.

Nota oficial do GEC sobre as polêmicas na venda do estádio

O problema é que o estádio já havido sido vendido em 2004. A venda teria sido feita para um consórcio, que no meio da transação foi desfeito. Uma ação na Justiça foi iniciada e julgada finalmente pelo Tribunal de Justiça, que deu ganho de causa por unanimidade a Marcel Faleiros, que é um dos compradores.

“Esta segunda venda não poderia ter ocorrido porque o estádio já foi comprado por mim e a outra empresa em 2004. Como havia um processo ativo, nada poderia ser feito. Todos os documentos de venda são nulos sem minha efetiva participação. Isto é decisão judicial do Tribunal de Justiça”, afirma Marcel Faleiros.

A história do clube foi encontrada neste blog:  https://memoriafutebolcapixaba.blogspot.com/2017/06/guarapari-esporte-clube.html

Site Vitória

Contato: (27) 99736 – 0150 – Waguinho Bourguignon