Enivaldo anuncia duplicação do polo industrial para atrair empregos

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Já falando como candidato, um dia depois de ser homologado candidato do PSD à Prefeitura de Barra de São Francisco, o deputado estadual Enivaldo dos Anjos concedeu entrevista coletiva para a imprensa de sua região nesta quinta-feira (17), quando anunciou os principais pontos de seu programa de governo. Para o desenvolvimento econômico e social do município, Enivaldo disse que seu principal foco será a duplicação do polo industrial para atrair mais empresas e gerar empregos.

O candidato enfatizou também investimentos na agricultura, com foco na diversificação, sempre tomando como base o que começou a fazer em sua primeira gestão, de 1989 a 1992. E acrescentou que para isso formará também uma frente de prefeitos e lideranças do Norte do Estado para lutar pela implantação do porto da Petrocity, em São Mateus, e a construção da Estrada de Ferro Minas-Espírito Santo, projeto também do mesmo grupo que pretende investir no centro portuário.
“Há 30 anos fizemos um trabalho que precisava ter tido continuidade. Se não teve, vamos retomar agora. Naquela época, compramos a área onde hoje está o polo industrial. É a base da economia mais diversificada que hoje temos, mas que poderia ter sido muito melhor. A primeira coisa que vamos fazer é ir atrás do Governo do Estado para comprarmos a área para instalar o Polo Industrial II e oferecer às empresas, porque empresa nenhuma vem para sua cidade se você não oferecer algo em troca”, disse Enivaldo.

DIVERSIFICAÇÃO E FERROVIA

Como a tradição primária da economia municipal é a agricultura, Enivaldo assegurou atenção especial para o setor e lembrou que em sua época garantia assistência técnica, carreadores de café, terreiros de secagem, patrulha mecanizada para atender aos agricultores indistintamente e a prefeitura introduziu pequenos animais e tourinhos uruguaios para melhorar o plantel bovino, além de abrir mais de 200 poços para proprietários interessados na piscicultura.
“Vamos aproveitar os estudos de diversificação que existem no Espírito Santo a adequar à região. Vamos identificar o que está acontecendo em nossa agricultura e incentivar o que está dando certo, assim como oferecer alternativas principalmente aos pequenos proprietários da agricultura familiar. Hoje tem gente plantando uva, o que a gente nunca imaginava que pudesse dar aqui. Então, vamos oferecer assistência, equipamentos, incentivar a criação de cooperativas e associações para facilitar a atividade agrícola”, disse Enivaldo.

De acordo com o candidato a prefeito do PSD (numa coligação com mais nove partidos), o município hoje já tem grande produção de peixe, resultado daquilo que foi implantado em sua administração há três décadas, mas que é preciso organizar os produtores para agregar valor à produção: “Eles vendem barato para fora do Estado. Queremos que eles vendam no município para ajudar na alimentação de nossa população e, em vez de vender o peixe inteiro, que tenhamos uma indústria filetadeira. Vejam quanto está o quilo do filé de tilápia, por exemplo? E ainda é possível se aproveitar o couro do peixe para a indústria de bolsas, calçados, cintos”.

Mais do que produzir, porém, Enivaldo dos Anjos considera fundamental assegurar as condições de escoamento do que se produz e lembrou que, em 2012, quando disputou a prefeitura ao lado de Alencar Marim como vice, seu programa de governo já incluía a mobilização por um ramal ferroviário que permitisse, principalmente, o transporte de granito produzido na região e reduzir o tráfego de carretas na rodovia Barra de São Francisco-Colatina- Vitória.
“Agora, já se tem um avanço, com esse projeto do porto em São Mateus e da ferrovia do porto a Minas, passando por Barra de São Francisco. Vamos trabalhar para isso, porque vamos tirar mais de 500 carretas em cada sentido de tráfego por dia de nossas rodovias. Ter isso é fundamental para desenvolver não apenas o Noroeste do Espírito Santo, mas o Leste de Minas. Nenhuma empresa vai querer se instalar aqui e ter esse custo absurdo de frete. Com ferrovia isso se reduzir drasticamente, viabilizando a atividade econômica”, disse o deputado.

PORTO SECO

Aproveitando a localização estratégica de Barra de São Francisco, Enivaldo quer aproveitar que o projeto da ferrovia prevê a instalação de uma Unidade de Transbordo e Armazenagem na cidade e trabalhar para instalar um porto seco alfandegado para desembaraço de mercadorias, tanto para interiorizar as importações quanto para emissão das exportações. Da mesma forma, vê um grande espaço para o escoamento de produtos de consumo de centros como Rio e São Paulo, através da ferrovia e do mar, por cabotagem (transporte marítimo dentro do País).
“Isso vai permitir um amplo desenvolvimento de toda a região Noroeste, Leste de Minas e Vale do Jequitinhonha, com a instalação de indústrias de diferentes setores. Ecoporanga, por exemplo, vai parar de exportar boi em pé para industrializar e agregar valor. Vamos estudar a produção de frutas, de produtos como abóbora, abacate, manga, melacia. Aqui é prolongamento do Nordeste e precisamos explorar isso. A ferrovia será fundamental e vai desenvolver Vila Pavão, São Gabriel da Palha, Nova Venécia e São Mateus. É um novo corredor de exportação e importação que vamos implantar”, afirmou.

Para Enivaldo, meio caminho está andado, “pois o governo do Presidente Bolsonaro quer destravar a economia e isso implica em criar corredores de transporte” e lembrou recentes falas do ministro Tarcísio Freitas, da Infraestrutura. “O ministro já falou que o modelo da ferrovia que a Petrocity elaborou é o que o governo quer adotar. OU seja, tanto a ferrovia como o Centro Portuário de São Mateus são projetos que estão na prioridade do Governo Federal. Isso vai consolidar a posição logística do Espírito Santo. Se o povo de nossa cidade achar que temos condições de liderar esse movimento, vamos fazê-lo”, disse Enivaldo.

Dentre os projetos que o candidato a prefeito acredita poder viabilizar para essa nova fase de Barra de São Francisco está uma fábrica de cerveja. “As conversações estavam adiantadas, mas veio a pandemia e parou tudo. Isso impacto também o projeto do corredor lojístico. Mas no início do próximo ano acredito num grande impulso econômico no Brasil”, finalizou.