Deputado condena demissões de funcionários da Findes

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Deputado Envaldo dos Anjos

Num momento em que todos os esforços estão sendo feitos para preservar o sustento das famílias brasileiras, diante da pandemia do novo coronavírus, o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) considerou “inoportuna” a atitude da direção da Federação das Indústrias do Espírito Santo de demitir quase 250 de seus funcionários a pretexto de fazer economia.

“O atual presidente da Findes demonstra falta de sensibilidade ao esperar passar a eleição de sua candidata para, num gesto de covardia, sacrificar quase 250 famílias em meio à pandemia do coronavirus. São pessoas que dependiam desse emprego para sobreviver. Professores de educação física, profissionais de saúde, cultura. Deixa, num momento difícil do País, famílias desamparadas, sem plano de saúde, sem auxílio para nada”, disse o deputado.

Em uma de suas últimas manifestações do plenário da Assembleia Legislativa, no dia 11 de março, antes de a Casa fechar suas portas e passar a trabalhar em regime de home office por causa do coronavírus, o deputado Enivaldo fez um duro discurso contra o uso eleitoreiro da estrutura da Findes pelo presidente Leonardo de Castro “para beneficiar determinados grupos políticos do Estado e pavimentar um caminho para disputar o Governo do Estado”.

“E, agora – comentou o deputado -, o presidente da Findes demonstra seu grau de perversidade ao demitir seus colaboradores em meio a uma pandemia como essa. Praticamente todos eles do Sistema S, mantido com repasse de recursos públicos do Governo Federal e gerido pelas Federações das Indústrias, no caso específico do setor. Ou seja, neste momento a Findes se comporta como uma certa parcela do empresariado, que quer ficar com os lucros, mas joga sempre a conta social nas contas do Estado brasileiro”.

No caso específico da Findes, o deputado Enivaldo dos Anjos voltou a denunciar que a entidade foi utilizada “para abrigar executivos da Samarco, com altos salários, quando a empresa provocou a tragédia de Mariana, cobrindo de morte o vale do rio Doce”.