CPI da Sonegação vai convocar secretário de Educação Haroldo Rocha

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Haroldo Rocha

O deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD), presidente da CPI da Sonegação de Tributos da Assembleia Legislativa, anunciou que vai convocar o secretário de Estado de Educação, Haroldo Rocha, para depor em uma das próximas reuniões do colegiado para apurar irregularidades na execução de contrato e possível sonegação de impostos pela Braslimp, empresa prestadora de serviços nas unidades da Escola Viva no Estado.

A convocação foi motivada pela mobilização que o dono da empresa, Nacib Haddad, que também é vereador na Serra pelo PDT, está fazendo dos funcionários que prestam serviços para as escolas e obrigando-os a apoiarem e fazerem campanha para um candidato a deputado estadual. “Isso é ilegal, já denunciamos ao Tribunal Regional Eleitoral e já comuniquei ao secretário, que nada fez”, disse Enivaldo.

O parlamentar passou a suspeitar de que a situação é ainda mais grave do que pareça a partir do momento em que um ex-vereador de Guarapari, que foi acusado pelo Ministério Público Federal de fraudes em licitação em prefeituras do Estado, por meio de uma construtora, usou as redes sociais para divulgar um vídeo em que incentiva Nacib Haddad e ainda utiliza ilações que Enivaldo dos Anjos entendeu como ameças.

Enivaldo pediu à sua assessoria jurídica para entrar no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com denúncia contra Nacib Haddad Neto (PDT) por crime eleitoral. Ao mesmo tempo, Enivaldo pediu à Secretaria de Estado de Educação que seja rescindido o contrato de prestação de serviços com a Braslimp, de propriedade do vereador, que tem contrato em todas as unidades da Escola Viva do Estado.

com a denúncia, o parlamentar vai juntar fotos e filmagens que comprovam a prática de irregularidade pelo vereador. “Essa empresa dele tem 1.200 funcionários, que estão sendo coagidos a participarem de reuniões de apoio a um candidato a deputado estadual e forçados a fazerem campanha política. Isso é violação ao princípio de igualdade entre os candidatos com um serviço público, ainda que prestado por empresa terceirizada”, disse Enivaldo.

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